terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

Exposição de alunos de fotografia do CAF

É com particular prazer que divulgo esta exposição de ex alunos meus da cadeira de projecto do FAP.
É uma mostra que surge de forma espontânea e que vem da necessidade de mostrarem o trabalho desenvolvido durante o ano lectivo passado.
Prova-se aqui que os movimentos e iniciativas próprias fazem todo o sentido, revelando-se um elemento fundamental à criatividade.

Espero que estas iniciativas possam repetir-se...



quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

André Príncipe & José Pedro Cortes

Quarta Feira 09 de Dezembro 18h30 no Salão Nobre do ArCo

André Príncipe e José Pedro Cortes são fotógrafos, autores e editores de livros de fotografia. Juntos criaram a Pierre Von Kleist, a primeira editora em Portugal dedicada exclusivamente a livros de fotografia, da qual saiu a recente reedição de Lisboa Cidade Triste & Alegre" de V. Palla e Costa Martins, o livro de autor mais importante da historia de fotografia portuguesa.

O registo autoral de cada um situa-se proximo de uma fotografia documental de carácter subjectivo, um registo diário que resulta das vivencias pessoais de cada um e das viagens solitarias que empreendem um pouco por todo o mundo, resultando em universos muito próprios. Enquanto o trabalho de JPCortes tem versado sobre temas como o publico e o privado em áreas urbanas, André Principe tem trabalhado sobre a solidão e a dificuldade de comunicação.

A apresentação irá incidir sobre o trabalho deles como fotógrafos, os seus livros pessoais e os que surgem através da sua editora.




















©André Príncipe - "Smells of tiger precedes tiger"
























©José Pedro Cortes - "Like an empty yard"

terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

Jorge Molder-A interpretação dos sonhos

Acaba no final do mês, aconselho-vos a irem ver esta exposição, um dos nomes incontornáveis da fotografia portuguesa.























De 9/10/2009 a 27/12/2009
Das 10h00 às 18h00
Terça a Domingo
Edifício Sede


No início do ano, Jorge Molder doou ao CAM duas séries de fotografias: O Pequeno Mundo, de 2000, e Não tem que me contar seja o que for, 2006-2007. Além destes trabalhos, é apresentada uma terceira série, recente e inédita, A interpretação dos sonhos, que dá título à exposição.

Co-produção do CAM e do Centro Cultural Calouste Gulbenkian em Paris.


Curadoria: Leonor Nazaré
Entrada gratuita

quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

ASSOMBRA



Saiu na Editora Assírio & Alvim "Assombra. Ensaio sobre a origem da imagem" de Tomás Maia acompanhado pelos Fotogramas de Marta Maranha com Diogo Saldanha.

Travessia. Evidência. O Monte Rosa.





Desenhos e Fotografias de Pedro Tropa.
Galeria Quadrado Azul, Porto.
Até 18 de Dezembro

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Estoril Film Festival











OFFICE KILLER de CINDY SHERMAN


Dia 13 de Novembro às 15h00. Projecção de Office Killer, de Cindy Sherman, com a presença da realizadora.


15:00 / 13 Nov/ Centro de Congressos. Dorine Douglas vê o seu trabalho como revisora para a revista Constant Consumer ser alterado para um trabalho feito a partir de casa devido a redução de pessoal. Ela parece não estar a lidar muito bem com o caso, mas depois de ter acidentalmente morto um colega de trabalho, ela descobre que o assassinato pode preencher o vazio da sua vida caseira. Uma macabra decoração de escritório constituida por cadáveres de colegas começa a formar-se na sua cave...

Ficha Técnica
Realizador- Cindy Sherman
Argumento - Tom Kalin, Elise MacAdam
Produtor - Pamela Koffler, Christine Vachon
Música - Evan Lurie
Fotografia - Russell Lee Fine
Montagem - Merril Stern
Elenco - Carol Kane, Molly Ringwald, Jeanne Tripplehorn, Barbara Sukoma, Michael Imperioli

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

David Claerbout

A NÃO PERDER!!!

Quero toda a gente lá.


Conversa com David Claerbout
13 NOV | 18h30
MNAC – Museu do Chiado


13 NOV 2009 > 28 FEV 2010 | 10h00 > 18h00 [terça a domingo]
MNAC -Museu do Chiado | Entrada Livre













Os trabalhos de David Claerbout operam conjuntamente fotografia e filme, de forma a produzir pela imagem uma experiência física destas categorias e um conhecimento das suas potencialidades. Se a fotografia se fixa num tempo específico, que está ali, documentado e não se apaga em direcção a outro momento; o filme, pelo contrário, evolui continuamente de imagem para imagem. Ao rebater o filme e a fotografia para um meio computorizado, num único e mesmo sinal electrónico – que os codifica em informação emitida como vídeo –, conceitos de fotografia e de filme subsistem ainda nesse meio digital. A imagem fixa e o registo fílmico em tempo real constituem-se como duas modalidades de tempo que concorrem em simultâneo. Apesar da condensação dos tempos diferentes por um só meio, é neste vaivém que David Claerbout realiza o seu trabalho. Entre o presente suspenso da fotografia e o presente continuado do filme, que, através das arquitecturas, aludem por vezes a um passado histórico específico, revela-se um fascínio pela imagem e os seus tempos. Nostalgia e reivindicação tornam-se pólos centrais destes seus trabalhos iniciais.
Posteriormente através de vídeo-instalações, por vezes interactivas, o súbito acordar da imagem fixa em imagem em movimento, com a presença do espectador, desenvolve a experiência física da imagem conferindo-lhe uma dimensão performativa. Ao utilizar um medium sem corpo – o filme –, David Claerbout reclama o diálogo entre o filme e o espectador, ambos envolvidos num acontecer que repõe o corpo como processo comunicativo.
A partir de 2004 os seus trabalhos utilizam uma dimensão narrativa para interrogar o lugar do espectador e o papel do cenário enquanto construção do tempo e forma da sua duração.
Os trabalhos mais recentes de David Claerbout apresentam-se como amplas séries de fotografias tiradas de múltiplas perspectivas de um só e mesmo instante. A sua apresentação numa sequência define potenciais situações narrativas, por vezes complexas e diversas, mas que paradoxalmente não se constituem como tal, uma vez que todas as imagens se referem a um só instante, não existindo por isso progressão temporal. Por outro lado, a proliferação espacial criada desconstrói a unidade do instante, da sua presença. De certa forma, é sempre um tempo diferido que os seus trabalhos abordam.

Pedro Lapa